Nossa história

1882

A história do Laboratório Gross começa no final do século XIX, quando, em 22 de dezembro de 1882, forma-se médico pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro o Sr. Carlos Gross (essa Escola mais tarde daria origem à Universidade do Brasil, hoje UFRJ).

Filho do Comendador alemão Carlos Guilherme Gross, o Dr. Carlos foi um médico brilhante, ganhando destaque logo no começo de sua carreira, quando passou a contar entre seus pacientes o Imperador D. Pedro II.

O Dr. Carlos Gross é personagem da História Brasileira. Certo dia tinha aos seus cuidados médicos um militar. Mesmo preocupado com o estado de saúde do seu paciente, o militar teve alta, pois fora convocado com urgência para uma diligência. Desta feita, proclama a República o Marechal Deodoro da Fonseca que, após fazê-lo, retorna à sua casa aos cuidados de Dr. Gross.

Marechal Deodoro da Fonseca

1906

Em 1906, seu filho Fernando Gross forma-se farmacêutico, consolidando assim, a vocação da família para atuar na área da Saúde.

Seguindo o conselho de alguns amigos e sensibilizado pela necessidade de incentivar a produção nacional de medicamentos, o Dr. Fernando Gross resolve lançar-se na indústria farmacêutica, dando aplicação prática aos seus conhecimentos científicos

Fernando Gross

1926

Daí surgiu a criação de um pequeno laboratório de hipodermia, cujo primeiro produto lançado foi o Phosphargyrio, (medicamento para tratamento de sífilis) em 21 de julho de 1926, data que ficou sendo considerada como a da fundação do Laboratório Gross.

A produção, feita inicialmente nos fundos da quinta da família, na Rua Barão de Itambi, no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, logo ganha grande escala comercial e, no ano seguinte, com o lançamento de três produtos (Gastrobilina, Glycosôro e Phosphobismol) alcança outros estados. O laboratório começa a se expandir, construindo, nas adjacências da quinta, um edifício de dois pavimentos, em uma área de 770 m².

Antiga Sede em Botafogo

1931

Em 1931, a linha do laboratório já contabiliza 11 produtos e é comercializada em 15 estados do Brasil. Este é o ano do lançamento do Atroveran, um dos maiores sucessos de vendas de toda a história da indústria nacional de medicamentos e que foi decisivo na consolidação do laboratório Gross no mercado.

Ainda no final deste ano, o Dr. Fernando Gross, sempre empenhado em difundir a ciência de medicina, lança a revista mensal Vida Médica, que teve uma história de mais de 60 anos de circulação. Com uma tiragem inicial de 12.000 exemplares, a revista de medicina e farmácia publicava os principais trabalhos das sociedades médicas e farmacêuticas do Rio de Janeiro e do Brasil, como a Academia Nacional de Medicina, a Sociedade de Medicina e Cirurgia e a Associação Brasileira de Farmacêuticos.

Ao completar 10 anos de vida, o laboratório já contava com 51 empregados, em sua grande maioria, mulheres. A força de vendas contava 11 propagandistas, sendo 4 no Distrito Federal (atual cidade do Rio de Janeiro), 2 na cidade de São Paulo e 1 nas cidades de Belém, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre. A Revista Vida Médica já alcançava mensalmente 15.000 médicos.

Revista

1939

Em 1939, com o falecimento prematuro do Dr. Fernando Gross aos 55 anos, assumem a condução dos negócios seu filho Renato Gross. Renato se formaria em Medicina pela Universidade do Brasil no ano seguinte, enquanto a sua irmã Mercedes, formara-se três anos antes em Medicina e em Farmácia, também pela mesma Escola.

No período da 2ª Guerra Mundial a dificuldade de importar medicamentos alavanca a indústria nacional. É uma fase de grande impulso para o laboratório.

Renato Gross

1950

Na década de 50, a empresa atinge todos os territórios brasileiros, com sua força de vendas visitando mais de 6.000 médicos por mês. Ao todo, 35 propagandistas fazem esse trabalho e as vendas do laboratório crescem de forma sustentada.

Foto antiga

1961

Capitalizado, o Laboratório Gross adquire em 1961 o Laboratório Labrápia, que, além de atender o mercado nacional, tinha braços de produção e venda em Cuba e na Colômbia. A incorporação do Labrápia representou um aumento de 25% nas vendas, além da expansão de áreas importantes ligadas ao Controle de Qualidade e à pesquisa de medicamentos

Labrápia

1962

Em 1962, o terreno onde se situava a planta de produção do Gross foi desapropriado (para a ampliação das instalações da Fundação Getúlio Vargas, que era vizinha do Laboratório em Botafogo), precipitando assim, a mudança para outra planta, sua atual instalação.

A empresa adquiriu uma área de 15.000 m² no bairro do Méier (coração do subúrbio carioca) onde antes era uma fábrica de tecidos. A mudança consumiu quase o ano todo e durante esse período, os produtos do Gross foram produzidos na recém-adquirida Labrápia, cuja fábrica foi posteriormente vendida.

Vista aérea do Laboratorio Gross

1975

Sob a Presidência de Carlos Fernando Gross – anos 70 até o presente:

O respeito conquistado pelo Laboratório Gross junto à Classe Médica deveu-se, sobretudo à linha de condução dos negócios imposta pelo seu fundador, um cientista e pelo seu sucessor, um médico. Faltava na empresa, no entanto, uma cultura comercial - alguém com visão para negócios, mercado, oportunidades.

Em 1975, problemas de saúde levaram o Dr. Renato a se afastar da gestão da empresa e seu filho, o Sr. Carlos Fernando Gross assume a responsabilidade de ampliar o legado do seu avô.

Carlos Fernando Gross

1977

Em 1977 e 1978 a empresa realiza a incorporação das linhas de dois laboratórios: o Labonobel e a Panquímica, respectivamente. As aquisições fizeram do Laboratório Gross na época um dos três maiores laboratórios nacionais do Rio de Janeiro.

Porém, as condições impostas pelo Governo na década seguinte, levaria o laboratório ao seu momento mais difícil desde a sua fundação.

COM AS recentes aquisições e com as margens de seus medicamentos comprimida pelo congelamento de preços, a tal ponto de ter que descontinuar a comercialização de alguns produtos (com margem de ganho negativa, em função dos altos custos de matéria-prima), durante as décadas de 80 e 90 o desafio foi sobreviver. Muitos laboratórios nacionais contemporâneos do Gross ficaram pelo caminho e fecharam suas portas. A hiperinflação e o CIP inviabilizaram boa parte dos fabricantes de medicamentos.

Laboratório Gross

1992

Somente a partir de 1992, com a paulatina desregulamentação do setor promovida pelo Governo, o Laboratório Gross começa o seu processo de recuperação. E nos anos que seguem, consegue uma recuperação fantástica.

Empresa

2015

Agora no século XXI, a empresa possuí UMA QUANTIDADE SIGNIFICATIVA DE colaboradores, entre as áreas de produção, vendas e administração.

Os produtos Gross estão presentes em pontos de venda em todo o país. Envolvidos em sua promoção ética para as classes médicas, hospitalar e odontológica.

Capitalizado, Hoje a palavra de ordem no Laboratório Gross é CRESCER.

Equipe de Propaganda Médica